Falta de creches impede acesso de crianças à educação
Rede pública consegue atender apenas a 26% das crianças nos três primeiros anos de vida

As mães que precisam trabalhar enfrentam inúmeros desafios no Distrito Federal. Um deles é o fato de não ter com quem deixar seus filhos pequenos enquanto saem em busca do sustento. A rede pública consegue atender apenas a 26% das crianças nos três primeiros anos de vida. O déficit compromete tanto o acesso à educação infantil como o ingresso e a permanência dessas mães no mercado de trabalho, especialmente as que estão em situação mais vulnerável.

Para reduzir o problema da falta de vagas, Rogério Rosso pretende atuar em parceria com igrejas e empresas. “Vamos criar uma rede com as igrejas e estimular, inclusive com benefícios, que as empresas criem creches nas suas instalações”, adianta Rosso.

Ele observa que as parcerias são necessárias para resolver o problema em um curto espaço de tempo. “A construção de novas creches não ocorre do dia para a noite, leva um tempo para serem concluídas, devido a todos os trâmites a que deve obedecer. Tem creches que demoram três, quatro anos para serem construídas. A criança que tinha três anos terá sete ao final da obra. Então, não precisa mais da creche”, declarou.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apenas 18 das 433 instituições do DF dedicadas ao atendimento da primeira infância são públicas. As demais 415 fazem parte da rede privada. Do total de 29 mil matrículas nesses estabelecimentos, somente mil foram realizadas nas creches públicas, e 28 mil nas creches particulares.

Acompanhe o Rosso




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